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domingo, 9 de dezembro de 2012

Metal Ballads

Quem disse que bandas de metal não sabem fazer baladas?

Algumas não deixam nada a desejar para os hard rockers dos anos 80, que usavam e abusavam de músicas 'mela-cueca' para atrair o público feminino para seus shows. Quantas menininhas Dave Coverdale, Steven Tyler, Paul Stanley e Jon Bon Jovi não pegaram tocando suas love songs clássicas?

Normalmente, as bandas de metal sofrem com uma certa resistência de seus fãs quanto a essas baladas, mas elas acabam trazendo um público diferente a curtir o som. Um público menos acostumado com a 'pauleira' de suas canções. No Brasil, o maior ícone do Metal Melódico nacional, Angra, gravou Bleeding Heart. Uma música que não soaria estranha na voz de Sebastian Bach, nos áureos tempos de Skid Row.




Outra banda que, vira e mexe, produz baladas de muita qualidade é a Dream Theater. No cd mais recente dos norte-americanos, A Dramatic Turn of Events, a bela Beneath the Surface é um dos grandes destaques.


Em outra das maiores bandas de metal do planeta, Helloween, um álbum mais "leve", o Chamaleon, provocou a saída do lendário vocalista Michael Kiske, que nesse trabalho levou o grupo alemão para um lado mais hard rock do que o metal melódico. Os fãs não aprovaram a mudança e uma das músicas mais criticadas foi a bela Windmill, sexta faixa do álbum.

Outras baladas indicadas pelo blog são Second Love e Ashes, do Pain of Salvation - que em sua versão original não é propriamente uma balada, mas no acústico "12:5" ganhou um novo arranjo. Além delas, Always Will Be, do Hammerfall.




domingo, 2 de setembro de 2012

A dor de John Petrucci

John Petrucci passou por um drama no início da década de 90. O guitarrista do Dream Theater sofreu com a luta de seu pai, John Petrucci Sr, contra um câncer. Em 1992, o músico compôs Another Day, uma balada com elementos pop, levada pouco usual para a banda de metal progressivo, que até então não era adepta deste tipo de música. 

Além da novidade musical, foi também o primeiro videoclip dos americanos. Apesar disso, não caiu no mainstream, já que não entrou na programação da MTV. A música integrou o disco Images and Words e teve como convidado especial o saxofonista Jey Backenstein, da banda Spyro Gira.


Após o falecimento do progenitor, em 1996, John compôs outra bela canção. Também uma balada progressiva, chamada Take Away my Pain. Ela faz parte do quarto álbum de estúdio do Dream Theater, Falling Into Infinity. A música faz menção aos últimos dias de John com o pai, citando, inclusive, a morte do ator Gene Kelly ("Look at pour Gene Kelly, I guess he won't be singing in the rain"), que também faleceu naquele ano.