terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Até quando?

O Facebook divulgou na noite de hoje os lugares, assuntos e músicas mais comentados do ano do site de relacionamentos no Brasil.

No campo musical, as dez músicas mais comentadas são de artistas ligados às grandes gravadoras da indústria musical. Adele, uma das campeãs de venda do ano, esteve no ranking em cinco das dez primeiras posições, incluindo a primeira. O único músico nacional presente na lista é Luan Santana, um dos principais nomes da Universal Music no Brasil.

Não venho aqui para criticar os blockbusters e nem a indústria, muito menos fazer um discurso nacinalista. Até para não soar clichê. Jabás a parte, também entendo que a indústria faz a sua parte no processo e ainda oferece alguma coisa que preste.

Mas é triste vermos que, além de estarmos até hoje amarrados à cultura que nos empurram goela abaixo, o número de (bons) artistas oferecidos pelas big four vem caindo vertiginosamente. Uma massificação exacerbada de uma quantidade cada vez menor de músicos.

A princípio, a crise estaria passando longe das grandes gravadoras. Mas com essa restrição de sua cartela de músicos aumentando a cada ano. Até quando eles aguentarão? Como já diriam: uma hora a fonte seca. E aí?

Além de Adele e Luan Santana, estão no ranking das 10 músicas mais comentadas no Facebook a cantora Rihanna, a banda Coldplay, LMFAO e o dj David Guetta.

Confira:


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Nunca teve tão bão! Aerosmith volta arregaçando em Music From Another Dimension

Aerosmith é uma das bandas como o maior poder de se recriar dentro de seu próprio estilo que eu conheço. O novo cd dos caras, Music From Another Dimension, lançado em novembro de 2012, é um dos melhores do ano justamente por ser o Aero de sempre, com algumas pitadas moderninhas e outras nem tanto.

Uma das aventuras musicais do disco é Out Go The Lights. Com uma boa dose de funk, misturado com um riff a la Frank Zappa, Steven Tyler, Joe Perry e cia conseguem surpreender novamente. Ou melhor, surpreendem como sempre!

Após um hiato de mais uma década do lançamento do último álbum com material exclusivamente inédito da banda - desde Just Push and Play, de 2001 -, Music From Another Dimension mata a saudade das composições dos norte-americanos com muito estilo.

Reza a lenda que as primeiras sessões de gravação aconteceram há cerca de 6 anos. Um tempo considerável, mas que se justifica pela cirurgia de Tyler para corrigir um problema nas cordas vocais e também pela separação da banda, em 2010.

Ainda assim, não demorou tanto quanto o Chinese Democracy, do Guns N' Roses, que detém o recorde absoluto de 1500 anos do início das gravações até a finalização. Obviamente, Axl "Atraso" Rose tem muito a aprender com os tiozões e ex-Bad Boys de Boston.


O primeiro single do disco foi Legendary Child.


Os outros singles são Lover Alot, What Could Have Been Love e Street Jesus. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Metal Ballads

Quem disse que bandas de metal não sabem fazer baladas?

Algumas não deixam nada a desejar para os hard rockers dos anos 80, que usavam e abusavam de músicas 'mela-cueca' para atrair o público feminino para seus shows. Quantas menininhas Dave Coverdale, Steven Tyler, Paul Stanley e Jon Bon Jovi não pegaram tocando suas love songs clássicas?

Normalmente, as bandas de metal sofrem com uma certa resistência de seus fãs quanto a essas baladas, mas elas acabam trazendo um público diferente a curtir o som. Um público menos acostumado com a 'pauleira' de suas canções. No Brasil, o maior ícone do Metal Melódico nacional, Angra, gravou Bleeding Heart. Uma música que não soaria estranha na voz de Sebastian Bach, nos áureos tempos de Skid Row.




Outra banda que, vira e mexe, produz baladas de muita qualidade é a Dream Theater. No cd mais recente dos norte-americanos, A Dramatic Turn of Events, a bela Beneath the Surface é um dos grandes destaques.


Em outra das maiores bandas de metal do planeta, Helloween, um álbum mais "leve", o Chamaleon, provocou a saída do lendário vocalista Michael Kiske, que nesse trabalho levou o grupo alemão para um lado mais hard rock do que o metal melódico. Os fãs não aprovaram a mudança e uma das músicas mais criticadas foi a bela Windmill, sexta faixa do álbum.

Outras baladas indicadas pelo blog são Second Love e Ashes, do Pain of Salvation - que em sua versão original não é propriamente uma balada, mas no acústico "12:5" ganhou um novo arranjo. Além delas, Always Will Be, do Hammerfall.




domingo, 16 de setembro de 2012

Sentado à beira do caminho pra pedir carona...


Uma obra-prima de Belchior. Assim como tantas, é verdade. Quem mora longe de casa e já foi estudante, impossível não se emocionar com a letra. Tudo outra vez fez parte do disco "Era uma vez um homem e seu tempo", de 1979. 

"Essa é uma canção que eu fiz lembrando daqueles, que assim como eu, nasceram em cidades pequenas, cidades do interior do Brasil. E que, por isso mesmo, foram obrigados a deixar o seu lugar rumo a terras desconhecidas, distantes. A maioria dessas pessoas dá o seu braço ao trabalho quase escravo das grandes cidades. E, ao mesmo tempo, oferece o seu amor, o seu humor, a alegria e a sua poesia. Oferecendo ao Brasil muito mais do que o Brasil nos oferece de volta", disse o compositor e cantor a respeito da canção.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Músicas que não saem da cabeça - parte 1

Quem não ouve a música bacana, que serve de trilha para uma propaganda na TV, e não corre para buscar no Youtube?

Pois bem, algumas me chamaram atenção nesses últimos dias. A primeira é um cover de Peter, Bjorn & John, feita pela indie britânica The Kooks. A música aparece no comercial do carro Chevrolet Spin. Poucos reconhecerão algo além de seu refrão. A canção foi gravada originalmente em 2006 e a versão dos Kooks foi  vinculada a um cd de encarte da revista NME, posteriormente.



A segunda música me surpreendeu quando descobri quem era a cantora. Trilha da propaganda da cerveja belga Stella Artois, Ne Me Laisse Pas L'Aimer é cantada por ninguém menos que a estrela do cinema francês Brigitte Bardot. 



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

66 anos de Freddie Mercury

Farrock Bulsara nasceu há 66 anos na cidade de Zanzibar, na Tanzânia. Pouco depois de se mudar para a Inglaterra, na década de 1960, formou com Brian May, Roger Taylor e John Deacon a banda Queen. Freddie Mercury, como ficou conhecido, se tornou um dos maiores vocalistas e o maior frontman da história da música. Hoje, 5 de setembro, ele faria aniversário. O cantor faleceu em 1991, em decorrência de complicações da AIDS, doença que declarou ter um dia antes de sua morte, em 24 de novembro.

Bohemian Raphsody


Under Pressure





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Voltando do luto... em grande estilo!

A irreverência e o rock pesado do AC/DC sofreram um duro golpe no fim da década de 1970 com a morte do vocalista Bon Scott. Com a baixa, pairou a dúvida sobre a continuidade ou não da banda, que cogitou o fim de suas atividades após perder a sua 'alma'. Sem Scott, substituído por Brian Johnson, e com Angus Young assumindo a posição de líder da banda, os australianos lançaram aquele que seria o seu maior sucesso: o álbum Back in Black (1980), que trouxe uma música homônima, em tributo a Bon. A ideia para a canção era que não se tratasse de uma homenagem póstuma que remetesse a qualquer sentimento de tristeza. E foi isso o que aconteceu. Apesar do luto de todos os membros, a música que dá nome ao disco é um hard rock com a cara do AC/DC.

Brian Johnson foi indicado pelo próprio Bon Scott, que o viu cantando em um pub e disse, à época, que, caso alguma coisa acotecesse com ele, Brian era o nome certo para substituí-lo. Angus Young não hesitou em ligar para o indicado convidando-o para assumir o vocal. Logo em seu álbum de debute, alcançou vendas estimadas em 50 milhões de cópias, o que lhe confere o posto de segundo mais vendido da história da indústria musical, atrás apenas de Thriller, de Michael Jackson.

Back in Black, ou "de volta do luto", ainda traz Hell's Bells e You Shook Me All Night Long como grandes destaques. 


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Always on my Mind

Não há ser humano vivo na Terra que não conheça Always on My Mind. Pode até ser pretensão minha afirmar tal coisa, mas duvido que algum de vocês nunca tenha ouvido ou que não saiba, ao menos, cantarolar a canção composta por Johnny Christopher, Mark James (autor de Suspiscious Minds) e Wayne Thompson (autor de canções para Beach Boys, BJ Thomas e Tina Turner, entre outros). Gravada originalmente por Brenda Lee, em 1972, ela foi lançada também pelo maior astro da música da época, o rei Elvis Presley. Curiosamente, ela era o B-Side do single Separate Ways, mas fez mais sucesso que a música composta pelo rei falando do fim do seu casamento com Priscilla Presley e ganhou as paradas.

A consagração absoluta, porém, só veio uma década depois. Em 1982, a regravação na voz marcante de Willie Nelson trouxe três Grammy Awards: melhor canção country, melhor performance vocal masculina e melhor composição (vencida pelo trio Christopher, James e Thompson). Diversos artistas fizeram a sua versão da cançoneta. Entre eles B. B. King, Pet Shop Boys, Michael Bublè e Bon Jovi. Para não deixar ninguém insatisfeito, seguem algumas delas.


Elvis Presley


Brenda Lee (versão original)


Willie Nelson (vencedora de três Grammy)


Jon Bon Jovi, Richie Sambora e Willie Nelson



domingo, 2 de setembro de 2012

A dor de John Petrucci

John Petrucci passou por um drama no início da década de 90. O guitarrista do Dream Theater sofreu com a luta de seu pai, John Petrucci Sr, contra um câncer. Em 1992, o músico compôs Another Day, uma balada com elementos pop, levada pouco usual para a banda de metal progressivo, que até então não era adepta deste tipo de música. 

Além da novidade musical, foi também o primeiro videoclip dos americanos. Apesar disso, não caiu no mainstream, já que não entrou na programação da MTV. A música integrou o disco Images and Words e teve como convidado especial o saxofonista Jey Backenstein, da banda Spyro Gira.


Após o falecimento do progenitor, em 1996, John compôs outra bela canção. Também uma balada progressiva, chamada Take Away my Pain. Ela faz parte do quarto álbum de estúdio do Dream Theater, Falling Into Infinity. A música faz menção aos últimos dias de John com o pai, citando, inclusive, a morte do ator Gene Kelly ("Look at pour Gene Kelly, I guess he won't be singing in the rain"), que também faleceu naquele ano.


sábado, 1 de setembro de 2012

Can't Stop

O disco Lipservice é um dos mais aclamados pelos fãs de Gotthard. É também considerado um dos melhores álbuns de Hard Rock dos últimos tempos. Lançado em 2005, tem uma tracklist que conta com algumas músicas que caíram no gosto do público e alçou de vez a banda ao posto de número 1 da Suíça, terra natal de todos os integrantes: Steve Lee, Leo Leoni, Hana Habegger, Freddy Scherer e Marc Lynn - atualmente, conta também com Nic Maeder, que substitui Steve Lee, morto em 2010, após um acidente nos Estados Unidos.

O que nem todos sabem é que o disco, além da tracklist convencional, tem também uma bonus track lançada em alguns países e pouco conhecida pelo público: a excelente Can't Stop. Confira no vídeo abaixo.